O presidente boliviano, Evo Morales, anunciou hoje
que seu país liderará a luta a nível mundial contra o racismo e a discriminação.
Em um ato conmemorativo pela o aniversário 87 da Força Aérea, o mandatário assinalou que esse flagelo faz dano e divide a todos os povos no orbe.
Na passada sexta-feira, Morais promulgou uma lei contra o racismo e todo tipo de discriminação, que tem recebido o respaldo de organismos internacionais de Direitos Humanos e da Organização de Nações Unidas. Também o estadista tem explicado que a lei é educativa e preventiva, em resposta a protestos de alguns meios de comunicação e suas associações de proprietários, que consideram dois artigos como obstáculos à liberdade de expressão.
Nesta terça-feira, em um encontro com corresponsales internacionais, Morais reiterou que a liberdade de expressão não pode ser utilizado para promover manifestações racistas e discriminatorias e que agora o que corresponde é regulamentar a lei.
Lamentou que diretores da Associação Nacional da Imprensa se tenham negado a participar enel processo de deliberaciones sobre essa norma e que os trabalhadores de vários meios não defendam seus mais elementares direitos e coincidam em recusar a medida, como critério de seus padrões.
Em outra parte de seu discurso ante os integrantes de força-a área, Morais disse estar convencido de que o racismo chegou a América Latina o 12 de outubro de 1492, faz 518 anos, pelo qual essa ou prática é uma herança colonial difícil de erradicar, mas há que começar ao fazer", remarcou.
A Constituição Política do Estado promulgada em fevereiro de 2009 estabelece com clareza que todos os bolivianos são iguais e com os mesmos direitos, pelo que nenhum pode ser vítima da discriminação e o racismo de uns para outros, agregou.
Ao referir à importância que assume a participação dos militares no atual processo de mudança, precisou que a instituição militar é do povo e está ao serviço de todos os bolivianos.


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